terça-feira, 4 de outubro de 2011

Reflexão aula 27 de Setembro de 2011:


Para que a educação seja efetiva é necessário que ela seja afetiva, ou seja, afete o individuo em sua essência, em seus valores sentimentais e psicológicos – amor, emoção, dor, felicidade. Estes sentimentos não podem ser dissociados da educação. Racionalidade e Subjetividade no que diz relação entre razão e emoção estão intrinsicamente ligado.
Ao professor de arte, cabe o papel de ensinar o individuo a construir/reconstruir sua realidade. E quando digo reconstruir digo no sentido de afeta-lo, pois uma vez afetado o ser humano tem a capacidade de deslocar-se da realidade imposta, refletir e assim altera-la. E para isto o educador deve elaborar sua metodologia com um caráter próprio, que use conceitos e métodos como base, mas que não o restrinja, ou limite em seu trabalho. Pois para cada educador, instituição e realidade sua metodologia pode e deve ser adequada e reformulada.
Se pensarmos em relação ao DBAE, ele traz a produção, a crítica, história, cultura e estética como conceito como conceito, mas erroneamente disciplinariza o método, fazendo dele um método de passividade, ao invés de provocar a ação – a ação traz uma vivência e a vivência culmina no entendimento.
O professor para ter sucesso em seu método de trabalho deve elabora-lo de forma que seja não linear, que some ações para desenvolver uma vivência (resignificar), não simplesmente somando disciplina, pois desta forma viabilizará o pensamento e a crítica – que é papel fundamental da educação, ao ser humano – e incentivará a autonomia.

Metodologia é intenção critica.
I
O educador deve ter critica sobre seu próprio método.
I
Exercitar o que quero ser para que o outro também o seja.
I
A prática da vida é viver.

“Artes Cênicas é uma prática ritualista da minha vida... Eu devo não causar lágrimas, mas a capacidade de se comover e agir em relação ao outro.”
Tri Cênicos

Referências:
Arte é uma linguagem por meio da qual damos conta do mundo, principalmente por meio da imagem, que pode ser uma peça de teatro, uma campanha publicitária ou uma embalagem de produto no supermercado,uma musica.A arte é um instrumento que potencializa a vida proporcionando o aluno um novo olhar sobre o mundo em que vive. Esta postura deve estar internalizada nos educadores seus métodos devem ser inovadores, a fim de que a prática pedagógica tenha coerência, possibilitando ao educando conhecer o seu repertório cultural e entrar em contato com ele.

A sala de aula deve ser um espelho do atelier do artista ou do laboratório do cientista. Nela são desenvolvidas pesquisas, técnicas são criadas e recriadas, e o processo criador tem que tomar forma de maneira viva, dinâmica rompendo barreiras de exclusões.
Abrindo espaços para novas possibilidades de arte, buscando novas possibilidades de vida.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Intervenção Intermidiática "A MISSÃO"

O grupo Tri Cênicos produziu uma segunda intervenção, baseado na primeira e com uma reflexão baseada nas atividades da primeira intervenção. O vídeo procura refletir de maneira crítica e bem humorada os problemas e desafios encontrados na excussão da ideia original.

Confira os dois vídeos!

O primeiro você confere nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=5R9JlBncNog
Ou na postagem logo abaixo dessa (muito mais fácil)!

A segunda versão, melhorada e em primeira mão você confere aqui:


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Intervenção Intermidiática em Arte-Educação


Oficina de Jogos Lúdicos: Preservação do Meio Ambiente.

1.    Apresentação.

2.    Ensinar uma música: Chora bananeira (faze-la de diversas formas, desde o grande ao pequenininho);

3.    Colocar em espaços estratégicos da sala tecidos com as seguintes cores:
Marrom: terra
Verde: árvores
Azul: água

Cantando uma música incentivar uma dança pelo espaço, em um dado momento dá a indicação para todos se colocarem no espaço que representa a água. Ali provoca-los questionando-os para que serve a água, e conforme eles vão falando, por exemplo: água serve pra beber (pedir a quem falou que represente como é beber a água), água serve para tomar banho (representa-se o banho)... E assim ir falando cada um dos elementos e provocando-os quanto à importância de cada um deles.
4.   
     Contação de História: Contar de forma ilustrativa e instigando a imaginação a história “A MENINA QUE DESENHAVA” de Márcia Hazin.

5.    Música: Alecrim dourado.

Oficina de Reciclagem: A importância do reaproveitamento.

1.    Confeccionar bonecos com material reciclável (rolo de papel higiênico).
Deixar que os educandos pintem cabeça, braços e camiseta que serão dados a eles, depois de coloridos nós recortaremos e colaremos estes no rolo de papel higiênico que servira de corpo para o boneco que está sendo confeccionado.
2.    Mostrar cartaz ilustrativo, que tem desenhos de arvores, planeta terra e lata de lixo, e explicar-lhe a importância do reaproveitamento de materiais para a preservação do meio ambiente.



PS.: O vídeo foi produzido com as imagens recuperadas dos cartões de memória que foram corrompidos, por isso a baixa qualidade das imagens.


Planejamento Intervenção CEIRI


Intervenção Intermediática CEIRI
08 de Setembro de 2011 – das 09:00h às 12:00h
Tema: Meio Ambiente: Sua importância! Vamos preservar?

Cronograma:
1° Etapa – Oficina de Jogos Lúdicos e Contação de História
09:00h às 09:40h – Oficina de Jogos lúdicos – Turma Maternal (3 anos de idade)
09:40h às 10:00h – Contação de História: A menina que desenhava (Márcia Hazin)

2° Etapa – Oficina de Reciclagem
10:00 às 11:20h - Confecção de bonecos de material reciclável e explicação ilustrativa da importância do reaproveitamento.

3° Etapa – Bate Papo com educadores:
11:30h às 12:00h - Serão realizadas algumas entrevistas com os educadores e coordenação do educandário a cerca do que puderam presenciar durante a manhã de trabalho, sobre a metodologia abordada, se acrescentou ou não no trabalho que já vem sendo desempenhado com os alunos.

Objetivos gerais: Buscamos através destas atividades gerar uma reflexão aos alunos quanto a importância do meio ambiente e em como preserva-lo com ações simples. Procuramos ainda refletir a contribuição que jogos teatrais e atividades lúdicas podem trazer para o trabalho de conscientização que já vinham sendo aplicado pelos educadores do educandário. E assim observar a relevância do trabalho do artista/educador que somos, e em como aplicar uma metodologia e avaliar suas consequências e reflexos nas atividades.

Observação: É de suma importância a participação dos educadores em todas as atividades, pois assim poderão nos oferecer um retorno avaliativo do trabalho proposto.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Reflexão aula 30 de Agosto:

Na era Modernista aplicava-se nas escolas a disciplina de “Arte Educação”, que propunha aos alunos a mera apreciação de obras artísticas. Desta maneira o aluno era condicionado a apenas ler e identificar uma obra – que já havia sido antes denominada como obra de arte – e lhe aplicar um determinado valor.
Nesta educação, que era passiva, não havia, portanto o incentivo a observar a arte como forma de expressão humana, não proporcionando assim o dialogo, reflexão ou questionamento naquele educando. Em um processo avaliativo o produto, ou seja, o resultado final trazia mais relevância que todo o processo de aprendizagem, experiência ou dialogo. Pensava-se em arte como um “dom”, que o individuo era um talento nato, e por isso o acesso a experimentar ser-fazer arte era limitado a poucos. A arte estava ai elitizada e era compreendida como status, estava inteiramente ligada ao poder, empreendimento, progresso.
Com o inicio do período que conhecemos como Pós-Modernismo, esse pensamento altera-se, a partir daí começou-se a discutir a arte como forma de expressão e cultura. O aluno passou a ser convidado a não apenas apreciar arte, como algo que está alheio a sua realidade, mas a vivencia-la como algo que está dentro de si.
“...necessita da contribuição simultânea da história e de teorias da arte que iluminem a leitura da obra de arte assim como de uma prática problematizadora. A prática sozinha tem-se mostrado impotente para formar o apreciador e fruidor de arte”(BARBOSA, 1991,p.41 – 1.2. Aspectos Fundamentais do Critical Studies)
Passou-se a integrar a arte com o ensino da história, ciências e todas as outras matérias para iluminar o pensamento critico nos educandos.
Hoje discute-se a arte em seu pluralismo, onde o aluno mais do conhecer – este ou aquele período da história da arte, mais que compreender formas, formulas, estilos – deve reconhecer-se e interpretar aquela representação artística em sua realidade. No ensino Pós-Modernista a arte vem carregada de política, não no sentido de politicagem partidária, mas no sentido de reflexão, questionamento.
A arte-educação tem o dever de ensinar o mundo, auxiliar o individuo a se reconhecer, a entender sua identidade, a ser ele mesmo, enquanto ser humano, e a compreender sua liberdade.
“no processo de educação tem como um dos seus principais objetivos a conversão do cérebro em mente; as escolas proporcionam as condições através das quais as capacidades mentais dos jovens são levadas às realizações”. (EISNER aud RIZZI, 1.999, p.42).
Portanto, no processo de ensino aprendizagem o educador precisa adotar métodos avaliativos que busquem a visualizar o processo individual de cada educando, pois o dialogo, a reflexão, todo o processo que foi provocado no aluno durante a aplicação dos exercícios e mesmo da teoria, é mais importante que um produto final (espetáculo), vista que não estaremos formando ali atores, mas sim seres humanos. E que estes seres tenham a capacidade de reconhecer-se, expressar-se, ter autonomia em suas ideias e principalmente comunicar-se, que é essencial à vida humana.


Tabela: Modernismo X Pós-Modernismo
 


sábado, 3 de setembro de 2011

Palavras Chaves:

Palavras chaves que sintetizam a ideia geral do texto "O método como meio integrador":


O artista educador é reflexivo sua dinâmica de ensino tem uma metodologia de interrogação-provocativa para sistematizar o processo de aprendizagem e/ou reaprendizagem. Esta estratégia com inovação interdisciplinar traz motivação, questionamento, investigação e reflexão assim crítica e humanização.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aula 23 de Agosto

A aula da disciplina Fundamentos da Arte-educação do dia 23 de agosto continuou a discussão sobre o texto o O metodo como meio integrador, a discussão reforçou as noções de conteúdo e como aplicar a metodologia para descoisificar o objeto de estudo a aproxima-lo do aluno.

(A arte-educação hoje se basta conceitualmente de sua própria epistemologia, sem precisar recorrer a outras áreas do conhecimento como a psicologia.)

O professor deve construir sua metodologia com base no que já foi estabelecido teoricamente, são as proposições conceituais que norteiam o planejamento das atividades em sala, com adaptação a sua realidade específica. Como essa criação fundamentada na teoria e contextualizada o professor busca uma reflexão-crítica autônoma por parte do aluno.

O vídeo Mãe Mão de Marcos Magalhães estimulou uma reflexão e um debate com a turma sobre as diferenças entre o Ensinar e o Impor, entre o Refletir e o Rebelar. Quando se pensa em educação como um professor que despeja conteúdos no aluno, fora de um contexto, sem permitir que o haja uma expressão ou um retorno por parte de quem recebe o conhecimento. Essa educação bancária impede a relação de ensino-aprendizagem, tornando-o um processo de um ensinando (detentor do saber) e quem aprende (receptor passivo).

"A educação bancária tem por finalidade manter a divisão entre os que sabem e os que não sabem, entre os oprimidos e opressores. Ela nega a dialogicidade, ao passo que a educação problematizadora funda-se justamente na relação dialógico-dialética entre educador e educando; ambos aprendem juntos" (FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 17ª ed. Rio de Janeiro, 1987.)


Vídeo: Mãe Mão de Marcos Magalhães.

A qualidade estética do ato de ensinar/processo de ensino-aprendizagem, culminará em resultados/proposições educativas concernentes ao que se educou, ou seja, o professor é responsável pelas consequências do que ele ensinou ou deixou de ensinar ao aluno.

"Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas"



O professor, arte-educador deve cativar o aluno, torna o conteúdo um indivíduo dialogável, assim ele se torna responsável pela que ensina e pelo que deixa de ensinar. O conteúdo deve ser aplicado de forma metodológica, pensado no contexto de trabalho, de maneira a causar identificação e reduzir o estranhamento do primeiro contato.