Na era Modernista aplicava-se nas escolas a disciplina de “Arte Educação”, que propunha aos alunos a mera apreciação de obras artísticas. Desta maneira o aluno era condicionado a apenas ler e identificar uma obra – que já havia sido antes denominada como obra de arte – e lhe aplicar um determinado valor.
Nesta educação, que era passiva, não havia, portanto o incentivo a observar a arte como forma de expressão humana, não proporcionando assim o dialogo, reflexão ou questionamento naquele educando. Em um processo avaliativo o produto, ou seja, o resultado final trazia mais relevância que todo o processo de aprendizagem, experiência ou dialogo. Pensava-se em arte como um “dom”, que o individuo era um talento nato, e por isso o acesso a experimentar ser-fazer arte era limitado a poucos. A arte estava ai elitizada e era compreendida como status, estava inteiramente ligada ao poder, empreendimento, progresso.
Com o inicio do período que conhecemos como Pós-Modernismo, esse pensamento altera-se, a partir daí começou-se a discutir a arte como forma de expressão e cultura. O aluno passou a ser convidado a não apenas apreciar arte, como algo que está alheio a sua realidade, mas a vivencia-la como algo que está dentro de si.
“...necessita da contribuição simultânea da história e de teorias da arte que iluminem a leitura da obra de arte assim como de uma prática problematizadora. A prática sozinha tem-se mostrado impotente para formar o apreciador e fruidor de arte”(BARBOSA, 1991,p.41 – 1.2. Aspectos Fundamentais do Critical Studies)
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Passou-se a integrar a arte com o ensino da história, ciências e todas as outras matérias para iluminar o pensamento critico nos educandos.
Hoje discute-se a arte em seu pluralismo, onde o aluno mais do conhecer – este ou aquele período da história da arte, mais que compreender formas, formulas, estilos – deve reconhecer-se e interpretar aquela representação artística em sua realidade. No ensino Pós-Modernista a arte vem carregada de política, não no sentido de politicagem partidária, mas no sentido de reflexão, questionamento.
A arte-educação tem o dever de ensinar o mundo, auxiliar o individuo a se reconhecer, a entender sua identidade, a ser ele mesmo, enquanto ser humano, e a compreender sua liberdade.
“no processo de educação tem como um dos seus principais objetivos a conversão do cérebro em mente; as escolas proporcionam as condições através das quais as capacidades mentais dos jovens são levadas às realizações”. (EISNER aud RIZZI, 1.999, p.42).
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Portanto, no processo de ensino aprendizagem o educador precisa adotar métodos avaliativos que busquem a visualizar o processo individual de cada educando, pois o dialogo, a reflexão, todo o processo que foi provocado no aluno durante a aplicação dos exercícios e mesmo da teoria, é mais importante que um produto final (espetáculo), vista que não estaremos formando ali atores, mas sim seres humanos. E que estes seres tenham a capacidade de reconhecer-se, expressar-se, ter autonomia em suas ideias e principalmente comunicar-se, que é essencial à vida humana.
Tabela: Modernismo X Pós-Modernismo